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Koi-Koi

Koi-Koi

Cartas de flores japonesas. Case pelo mês, monte yaku e escolha: guardar os pontos ou cantar koi-koi.

Como jogar

O hanafuda é um baralho de quarenta e oito cartas de flores japonesas, doze meses com quatro cartas cada. As cartas casam só pelo mês, então o número grande impresso em cada uma é a única coisa que você precisa ler. A cor diz quanto a carta vale: dourado para os brilhos, verde para os animais, vermelho ou azul para as fitas e cinza liso para a palha.

Na sua vez, toque uma carta da mão. Se uma carta da mesa tiver o mesmo mês, você captura as duas. Se nada casar, a sua carta fica na mesa para depois. Em seguida a primeira carta do monte é virada e casada do mesmo jeito. Quando duas cartas da mesa têm o mesmo mês, você escolhe qual levar; quando três têm, você leva as quatro.

As cartas capturadas formam yaku, os conjuntos que pontuam. Três brilhos valem cinco, o javali com o cervo e a borboleta valem cinco, as três fitas vermelhas de poema valem cinco, cinco animais valem um com mais um ponto por extra, e dez palhas funcionam igual. O painel abaixo da mesa mostra todos os yaku que você tem no momento e o valor de cada um.

No instante em que você fecha um yaku ou aumenta um que já tinha, a rodada para e você escolhe. Parar guarda os seus pontos e encerra a rodada. Koi-koi mantém a rodada viva atrás de uma mão maior e dobra a sua pontuação se você vencer depois. O risco é real: se o rival fechar um yaku antes e parar, você não marca nada, e a pontuação dele dobra porque foi você quem cantou. Uma partida tem seis rodadas e o seu placar final é o seu total menos o do rival.

Dicas e estratégia

O jogo inteiro gira em torno de um número: quantas cartas de um mês ainda não apareceram. Cada mês tem exatamente quatro cartas. Se você tem duas de março e uma terceira está virada para cima na mesa, a quarta é a única que pode tirar o seu par, e dá para jogar o par com tranquilidade. O contrário importa mais: nunca largue uma carta valiosa sozinha na mesa enquanto o mês dela continuar escancarado, porque o rival leva de graça na vez seguinte.

Os yaku mais baratos são os primeiros a mirar. Dez palhas valem um ponto e há vinte e quatro palhas no baralho, então elas chegam quase sozinhas se você pegar palha sempre que não houver nada melhor. Cinco fitas é a mesma coisa. Esses yaku pequenos não valem muito sozinhos, mas são o que te dá a opção de parar, e poder parar é o que torna seguro cantar koi-koi mais tarde.

A taça de saquê de setembro é a carta mais valiosa do baralho, porque faz um yaku de cinco pontos com a cortina de março e outro com a lua de agosto. Se um desses brilhos já está nas suas capturas, vale perseguir a taça com vontade, e se o rival tem um brilho você deveria pegá-la só para negar. A mesma lógica vale para o javali, o cervo e a borboleta: três animais de aparência comum que juntos valem cinco.

Cante koi-koi quando os seus pontos forem poucos e a sua mão for longa, e pare assim que uma dessas duas coisas deixar de ser verdade. Com uma ou duas cartas você quase não tem chance de melhorar, então cantar é quase um presente. Observe também as contagens capturadas do rival: se ele já mostra três fitas ou quatro animais, está a uma carta do próprio yaku, e parar com três pontos é melhor do que perder seis.