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Masyu

Um quebra-cabeça de laços de lógica pura vindo do Japão, publicado pela Nikoli e conhecido no mundo todo pelo nome japonês. Pérolas brancas e pretas estão espalhadas pelo tabuleiro, e sua tarefa é enfiar um único laço fechado por todas elas. O laço precisa seguir reto numa pérola branca e virar numa preta, e cada tabuleiro 6×6 aqui tem exatamente uma solução.

Como jogar

O laço viaja de centro a centro de célula, na horizontal e na vertical. Ao terminar, ele precisa ser um único anel fechado — nunca se cruza, nunca se ramifica numa terceira direção e nunca deixa uma ponta solta. Células sem pérola podem ficar vazias, mas toda pérola precisa estar sobre o laço.

Uma pérola branca é uma pérola de "seguir reto": o laço entra e sai na mesma direção. Só que ela não pode ficar no meio de um trecho reto longo — o laço tem de virar em pelo menos uma das duas células vizinhas.

Uma pérola preta é uma pérola de "virar": o laço faz nela uma curva em ângulo reto. Além disso, precisa continuar reto por pelo menos mais uma célula nas duas direções pelas quais sai da pérola.

Arraste o dedo pelo tabuleiro para ir traçando segmentos e volte sobre uma linha já traçada para apagá-la. Um toque simples no vão entre duas células vizinhas alterna apenas aquele segmento. As pérolas ficam verdes enquanto cumprem sua regra e vermelhas quando a quebram, então os erros aparecem cedo. Cada tabuleiro tem exatamente uma solução, e seu tempo final é a sua pontuação.

Dicas e estratégia

Comece pelas bordas, porque a moldura do tabuleiro pensa metade por você. Uma pérola branca na primeira ou na última linha não pode ser percorrida na vertical — não há espaço para seguir reto —, então ela tem de correr ao longo daquela linha; a mesma lógica prende à sua coluna as pérolas brancas das colunas laterais. Uma pérola preta numa linha externa não pode sair em direção à parede, de modo que uma das suas duas direções já está decidida. Uma pérola preta num canto é simplesmente impossível.

O vão entre duas pérolas pretas lado a lado nunca é usado. Se o laço fosse de uma à outra, teria de continuar reto por uma célula através da segunda pérola — mas uma pérola preta obriga a virar. Descartar esse segmento de saída já molda a região em volta das duas.

Três pérolas brancas em linha reta não podem ser todas atravessadas ao longo dessa linha. A do meio ficaria com vizinhas retas dos dois lados e nenhuma curva ao lado, o que a regra dela proíbe. Então, em algum ponto desse trecho, o laço precisa cortar perpendicularmente, e descobrir onde costuma destravar o resto do tabuleiro.

Pense em saídas, não em linhas. Cada célula que o laço toca tem exatamente duas, e no instante em que uma célula reúne seus dois segmentos, todos os outros lados dela ficam fechados para sempre. É por isso que as pérolas pretas são a melhor abertura: cada uma entrega três células de certeza de uma vez — a curva em si mais um segmento forçado de cada lado — enquanto uma branca só fixa a direção em que é atravessada.