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Moto de trilha em vista lateral sobre colinas. Os picos te jogam no ar — incline para trás ou para frente para alinhar com o chão antes de pousar, ou come poeira.
Sua moto anda sozinha da esquerda para a direita pelas colinas com acelerador constante. Você não pode frear nem acelerar — só controla a inclinação enquanto a moto está no ar.
Dois botões na parte inferior cuidam dessa inclinação. Segure o esquerdo (◀) para inclinar para trás e levantar a frente. Segure o direito (▶) para inclinar para frente e abaixar. No chão a moto segue o terreno sozinha e os botões não fazem nada — só funcionam no ar.
O terreno tem cristas. Um pico afiado te lança ao ar com o ângulo que a inclinação tinha, e a gravidade traz você de volta. Quando a moto toca o chão de novo, o ângulo da moto é comparado com a inclinação do solo nesse ponto. Se estão próximos (cerca de 34 graus de margem), você pousa limpo e segue. Se estão desalinhados — frente muito para cima ou para baixo em relação à pista — você capota e perde uma vida.
Você começa com três vidas e noventa segundos. A pontuação é medida em metros percorridos. A cada cem metros, mais cinco segundos no cronômetro. Vidas ou tempo a zero encerra a partida.
Subindo uma rampa, a frente da moto já aponta pro céu — a inclinação fez isso. O perigo não é estar muito empinada no decolar, é estar muito empinada no pousar. Se a próxima inclinação depois do salto é quase plana e você ainda está no ângulo de decolagem, a frente vai estar bem acima do nível e a roda traseira vai cravar. Incline pra frente no ar pra baixar a frente até quase horizontal antes de tocar.
Os botões de inclinação só funcionam no ar, mas a rotação que eles aplicam continua depois que você solta. Um toque curto basta — meio segundo começa o giro, solta e a inércia faz o resto. Segurar o voo inteiro leva a um backflip-no-barro, que também conta como queda. Aprenda o tempo de toque que seus voos pedem.
As regras de pouso são generosas, não infinitas. Tem cerca de 34 graus de folga — não precisa precisão milimétrica, basta estar dentro de um oitavo de volta do ângulo do chão. A queda mais comum não é a super-rotação heróica, é pousar numa descida com a moto plana: frente a 0, chão a -20, diferença 20 — ainda OK — mas na mesma descida com +15 graus de frente erguida, diferença 35, queda. Quando você decola num pico e a próxima superfície está descendo, incline pra frente no ar mesmo que a decolagem tenha parecido boa.
Não se apegue ao estilo. Um 360 é maneiro mas só um dos quatro ângulos de pouso é seguro — o mesmo que você teria sem se inclinar. Cada giro completo no ar é 75% chance de cair. Guarde a rotação para voos longos quando a próxima inclinação é igual à de decolagem. Caso contrário: incline só o suficiente para igualar a próxima superfície, não mais.