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Ziguezagueie até uma boia à qual não dá para ir em linha reta e vire quando o vento rondar contra você.
A boia fica exatamente contra o vento e nenhum barco navega de frente para o vento, então você sobe até ela em ziguezague. O botão troca entre os dois bordos. O vento não para de rondar: quando ronda a seu favor a proa aponta mais perto da boia e você está alinhado, então fique; quando ronda contra, a proa aponta mais longe e agora o outro bordo é o mais rápido. Julgue pelo ângulo entre o seu barco e a linha pontilhada até a boia. Cada virada custa velocidade, então não dá para só ficar tocando, e fazer a perna inteira num só bordo é ainda pior. Vença o barco rival e o próximo lê as rondadas mais rápido do que você. Sua pontuação é o número de regatas vencidas.
O seu barco é o instrumento. Você nunca precisa adivinhar o que o vento está fazendo, porque o ângulo entre a sua proa e a linha pontilhada central diz exatamente: um ângulo estreito significa que o vento rondou a seu favor, um largo que rondou contra. Quase todo principiante fica olhando a seta do vento e esquece que o próprio barco é o melhor mostrador.
A regra que vence regatas é: fique no bordo alinhado, vire no que está contra. Parece simples, e o erro que quase todos cometem é o oposto — o barco aponta mal, parece lento e errado, e o instinto é aguentar esperando o vento voltar. Ele volta, mas até lá você navegou um bom trecho na direção errada. O ângulo largo não é algo para esperar passar; é o sinal para virar.
O que impede isto de virar um concurso de toques é o custo de virar. Cada virada joga fora quase um segundo de velocidade, então uma rondada pequena demais para valer esse segundo é uma rondada para ignorar. Grosso modo: vire quando o ângulo estiver claramente errado, não quando estiver levemente errado. Seis ou sete viradas por perna é normal; vinte é um desastre, e o tempo de chegada mostra isso na hora.
Repare nas duas linhas pontilhadas laterais. São as bordas do percurso, e tocar numa faz você virar querendo ou não — o que costuma acontecer no pior momento possível, logo depois de você finalmente conseguir um bom ângulo. Ficar mais perto do meio mantém a escolha nas suas mãos, e numa regata apertada essa liberdade vale mais do que qualquer virada bem cronometrada.